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POLÊMICA DO PCCS: em Vilhena, professores cogitam desfiliação em massa do Sindsul e vereadora toma iniciativa: “não me representa”

Vivian, que é professora efetiva do Município, protocolou desfiliação na sede do Sindsul / Foto: Divulgação

A incerteza na aprovação do projeto de lei que prevê o Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) e o reajuste de 33,24% para professores e servidores do magistério gerou revolta da categoria que, a partir de agora, pensa trabalhar de uma forma diferente em Vilhena.

O grupo culpa à demora, em parte, ao Sindicato dos Servidores Municipais do Cone Sul de Rondônia (Sindsul) e o acusa de não bem representar à categoria.

Wanderley Ricardo, presidente da entidade, em 31 de março, fez parte da comitiva do prefeito Eduardo Japonês (PSC), que saiu da prefeitura com destino ao prédio da Câmara de Vereadores, onde entregou projeto neste sentido. Porém, dias depois, o projeto foi retirado do Legislativo para “correções”, sem previsão para retornar à Casa de Leis visando sua votação e aprovação (leia mais AQUI e AQUI).

Esta situação incomodou um grupo de servidores que cogita uma greve, que pode ocorrer em 1º de Maio (data em que se comemora o Dia do Trabalhador) para forçar o prefeito a cumprir a promessa com a categoria.

Em paralelo, a categoria cogita a desfiliação em massa do Sindsul para se integrar ao Sindicato dos Professores do Estado de Rondônia (Sinprof). Reunião para debater essa questão está prevista para este sábado, 30, às 8h30, no auditório da Câmara de Vilhena.

A vereadora Vivian Repessold, que é professora efetiva do Município, tomou a iniciativa e desfiliou-se do Sindsul nesta terça-feira, 26, Entrevista pelo Extra de Rondônia, a parlamentar justificou sua decisão. “Hoje, esse Sindsul não representa à classe. Nós estamos com reajuste para ser aprovado pelo Executivo, já autorizado pelo Governo Federal, e nada foi feito. Temos um PCCS que virou palhaçada. É um entra e sai da Casa de Leis e nada seguro. É uma situação constrangedora que a Educação está passando em Vilhena. Aí a gente vai ter que continuar pagando o sindicato para não ter representatividade? Nós pagamos o sindicato para ele ser o nosso porta-voz. Mas, no momento, nós não estamos tendo isso. A Educação está andando sozinha. A classe está se apegando mais ao Legislativo, para ver se consegue provocar o Executivo para que esse PCCS chegue na Casa. O prefeito vai à Câmara, leva sua equipe toda, faz matéria, publica, mas não há nada físico no Legislativo para aprovar. Foram os vereadores que sentaram com a classe dos servidores para ouvir o que constasse no plano, e nenhum momento o sindicato fez isso. Então, não vi mais motivos para continuar nesse sindicato”, explica.

Requerimento protocolado na sede do Sindsul / Foto: Divulgação

Fonte: Extra de Rondonia

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