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ELEIÇÕES 2022: Jaime Bagattoli muda mais uma vez de opinião e agora é aliado de Marcos Rogério

 

JAIME BAGATTOLI: Homem turrão de difícil convivência

Porto Velho, RO – Quem anda acompanhando a movimentação política das últimas semanas em torno das composições de chapas majoritárias para concorrer às eleições deste ano em âmbito estadual deve estar confuso com relação ao que acontece no grupo capitaneado pelo senador e pré-candidato ao governo, Marcos Rogério (PL).

Isso porque a escolha para a vaga de candidato ao Senado Federal dentro do grupo parece mais um balaio de gatos, principalmente em virtude das indas e vindas do empresário vilhenense Jaime Bagattoli (PL) que parece não saber exatamente qual será o seu papel dentro deste contexto.

Poucos dias atrás o próprio Bagattoli, que fez nas eleições passadas mais de 210 mil votos concorrendo ao Senado, andou massificando a divulgação de um vídeo com uma entrevista dele à imprensa da capital, na qual desancou Marcos Rogério e o PL, afirmando estar sem espaço político dentro da sigla, e ameaçou até mesmo “bater chapa” na convenção que o partido, insinuando que poderia até mesmo se apresentar como candidato ao governo.

Agora, na sexta-feira 13, véspera do encontro que o partido está realizando neste sábado em Ji-Paraná, ele lança outro vídeo, agora cortejando o antes desafeto e quase tratando Marcos Rogério como se fosse uma divindade.

A grande verdade é que Jaime Bagattoli está apenas sendo o que ele é: um bilionário sem o menor traquejo político, que não conseguiu cultivar o capital político que obteve nas eleições passadas, brigou com todo mundo, não formou grupo e continua acreditando que seus milhões de reais permitem que ele faça o que bem entender e tenha todos ao seu comando.

Para se ter uma ideia da falta de empatia do empresário com pessoas me geral, mesmo ficando famoso com as centenas de milhares de votos que recebeu e com a influência política que dispõe dada sua amizade pessoal com Jair Bolsonaro, a classe política em geral e a imprensa rondonienses sequer sabem pronunciar o nome dele, falando sempre errado se sobrenome, que é Bagattoli e não “Bagattóli” como todos falam.

Ou seja, em quase quatro anos depois do sucesso nas urnas ele não conseguiu sequer ter uma relação de proximidade com o meio político em que transita ao ponto de seus aliados aprenderem a falar corretamente seu nome.

A realidade é que, mais uma vez, pré-candidato ao governo Marcos Rogério deixou evidente em entrevista na semana passada à imprensa de Rolim de Moura – inclusive falando errado o nome de Jaime - que prefere Expedito Junior como candidato ao Senado do que o vilhenense.

Isso mostra o quanto ele está desprestigiado no grupo, tendo garantia de, no máximo, uma vaga na moninata para a disputa à deputado federal, pelo menos neste momento, e suas mudanças de rumo constantes podem muito mais lhe prejudicar do que o fortalecer perante seus próprios aliados.

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